Sargento Pimenta toca músicas dos Beatles em ritmos brasileiros

Com o tema “Revolution is all we need” (Revolução é tudo o que precisamos, em português), o Sargento Pimenta faz hoje (4) a festa no Aterro do Flamengo, na região central do Rio de Janeiro, tocando músicas dos Beatles em ritmos brasileiros. Em seu nono carnaval, o bloco deve mobilizar 40 mil pessoas no show, que começou por volta das 10h30.

Segundo o diretor musical e um dos fundadores do bloco, Leandro Donner, o tema deste ano é um trocadilho de All you Need is Love, música do quarteto inglês, com a palavra Revolution (revolução).

“Das 50 músicas que vamos tocar, duas são samba e as outras 48 são de ritmos como maracatu, xote, baião até o jongo da Serrinha, passando por frevo e marchinhas tradicionais. Esse mosaico todo é que compõe o bloco. De fato, os ouvidos percebem uma variedade no show. Esse é um dos diferenciais do bloco”, explica Donner.

A brasiliense Ana Lúcia dos Reis, 34 anos, mora no Rio já quatro anos e há três frequenta o show do Sargento Pimenta. “No primeiro ano, não consegui chegar a tempo porque me perdi da turma. Mas a ideia do Sargento Pimenta é muito original. Beatles é um clássico”, conta a foliã.

Neste carnaval, o Sargento Pimenta também iniciou uma campanha nas redes sociais para trazer o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, para a apresentação carnavalesca de 2020.

Mais de 50 blocos se apresentam hoje nas ruas do Rio de Janeiro

Mais de 50 blocos carnavalescos fazem a festa dos foliões hoje (4) nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. O principal destaque é o Sargento Pimenta, que se apresenta a partir das 10h, em um palco montado no Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, para um público estimado em 40 mil pessoas.

Hoje também é dia dos tradicionais blocos infantis Largo do Machadinho, mas não Largo do Suquinho, que faz a festa no Largo do Machado, das 9h às 14h, e a versão para crianças da Banda de Ipanema, a partir das 14h30, na Praça General Osório, em Ipanema.

Há ainda blocos como Nova Geração do Zumbi (Ilha do Governador, às 13h), Pede Passagem (Gávea, às 12h), Bloco das Divas (Recreio dos Bandeirantes, às 16h30) e Corre Atrás (Leblon, às 9h), que devem atrair mais de 10 mil pessoas, segundo a prefeitura do Rio.

Mais de um milhão de foliões foram aos blocos de rua do Rio no domingo

A cada ano o Carnaval do Rio de Janeiro vem ganhando força e atraindo foliões de todas as partes do Brasil e do mundo. Somente neste domingo, segundo estimativas da prefeitura da cidade, mais de 1 milhão foliões foram às ruas brincar o Carnaval em mais de 60 blocos que saíram em bairros de norte a sul da cidade.

Na avaliação da prefeitura, o Carnaval vem “quebrando sucessivos recordes de público” nos blocos de rua. O Bloco Areia, por exemplor, que saiu pelas ruas do Leblon, atraiu 326 mil foliões contra cerca de 80 mil, no ano passado – um aumento de mais de 400%. Outro exemplo é o Carrossel de Emoções que atraiu, em 2019, 280 mil foliões – dez vezes mais do que em 2018, quando 28 mil pessoas acompanharam o bloco.

O sucesso do Carnaval do Rio fez com que a cidade se tornasse o terceiro destino mais procurado do Airbnb – serviço comunitário de hospedagem online –, no período de 1 a 6 de março, atrás apenas de Londres e Paris. A renda gerada com a modalidade de hospedagem ultrapassa os R$ 30 milhões.

Entre os mais de 60 blocos que saíram neste domingo, destaque também para o Bangalafumenga que se apresentou próximo ao Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, e atraiu cerca de 100 mil pessoas.

Os tradicionais blocos Toca Raul e Cordão do Boitatá também saíram neste domingo. Clique para acessar a galeria de fotos.

Saúde

Nos quatro postos de saúde montados pela Prefeitura para atender aos foliões nos blocos com maior concentração foram realizados 54 atendimentos, no domingo. Deste total, apenas um paciente precisou ser transferido para um hospital da rede municipal de Saúde. Desde o início do Carnaval já foram realizados 284 atendimentos nas unidades montadas para o Carnaval de rua, com 30 remoções.

A operação especial de atendimento para o Carnaval contempla ainda mais sete postos montados no Sambódromo para os desfiles das escolas de samba. Durante os dois dias de festa na Sapucaí, foram 408 atendimentos médicos: 154 na primeira noite e mais 254 na segunda noite de desfiles. O consolidado é menor que os dois primeiros dias de Carnaval do ano passado, quando foram realizados 524 atendimentos médicos.

Os casos mais comuns atendidos nos postos são mal estar por causa do calor, picos de hipertensão, torções e intoxicação exógena (por álcool ou outras drogas). No segundo dia de desfiles, seis pacientes, com quadros mais graves, tiveram que ser transferidos para hospitais ou unidades de pronto atendimento da rede municipal – 18 nos dois dias de apresentação.

Vigilância Sanitária

Para não estragar o carnaval dos cariocas, a Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio segue atuando firme na Marquês de Sapucaí, Terreirão do Samba e entorno. No segundo dia de trabalho, foram 72 inspeções e dez infrações, com o descarte de 17 quilos de alimentos impróprios ao consumo em dois camarotes.

As fiscalizações fazem parte do planejamento de Carnaval da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, que conta com 115 fiscais atuando diariamente: 60 na Passarela do Samba e entorno e 55 em pontos de folia autorizados, como o desfile da Bangalafumenga neste domingo (3), onde uma equipe vistoria a estrutura dos postos médicos e ambulâncias.

A operação contempla também ações de orientação. Uma delas é a distribuição de folhetos especialmente produzidos para a folia, com dicas de prevenção aos riscos de saúde.

Governador do Rio diz que vai trabalhar para reformar sambódromo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se comprometeu a trabalhar para conseguir reformar o Sambódromo da capital.

Ele criticou a ameaça, dias antes do carnaval, de que os desfiles não ocorressem por falta de estrutura na Marquês de Sapucaí.

“Não podemos ter essas situações que estamos vivenciando hoje em que a Justiça tem que interferir, corretamente, mas nós precisamos reformar o Sambódromo. Precisamos trabalhar. Precisamos fazer o que tem que ser feito”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Parceria

O secretário especial de Cultura, Henrique Medeiros Pires, que também acompanhou os desfiles na pista do Sambódromo próximo ao governador, disse que espera uma parceria do governo federal para a reforma do Sambódromo.

“O Sambódromo é de 1984, uma obra de Oscar Niemeyer e ele precisa ser readequado porque as condições exigidas em 1984 não são exatamente as mesmas de hoje. É uma obra do Niemeyer e vamos ter o congresso internacional de arquitetura no Rio, no ano que vem. Esse vai ser um centro de visitação e de eventos. Vamos ser parceiros sim”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Durante os desfiles, o secretário observava com muita atenção a apresentação das escolas. “É a primeira vez que venho e chego na passarela e estou confirmando só o que todo mundo já sabe. É o maior carnaval do Brasil”, completou.

Juiz

O juiz da Lava Jato no Rio, Marcelo Bretas, também estava na avenida próximo ao governador. Ele disse que essa era a primeira vez que assistia de perto os desfiles. Bretas não revelou o nome da escola pela qual torce, mas deu uma dica. “Eu sou de Nilópolis”, contou.

Desfiles

Torcedor do Salgueiro, Witzel acompanhou da pista, junto com a mulher Helena, a passagem das escolas no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial.

Para o governador, apesar de todas as dificuldades financeiras que as escolas enfrentaram antes do carnaval, as agremiações conseguiram se superar.

“Ano que vem nós vamos fazer mais. A cultura brasileira é isso aqui. É o carnaval que traz a crítica, traz a história e traz alegria que a gente vê”, disse.

Ainda na avenida, o governador recebeu um abraço do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Durante o desfile do Salgueiro, o presidente da escola, André Vaz, entregou a Witzel uma réplica da faixa de governador nas cores azul claro e branca.

Sete escolas desfilam hoje no sambódromo do Rio de Janeiro

As últimas sete escolas das 14 que compõem o Grupo Especial no Rio de Janeiro desfilam entre a noite de hoje (4) e a madrugada desta terça-feira (5). A abertura do segundo e último dia de desfiles ficará por conta da São Clemente, que entra no Sambódromo às 21h15.

A escola amarela e preta, que se originou em Botafogo e hoje tem sede no centro da cidade, levará para a Marquês de Sapucaí, uma reflexão sobre o mundo do samba e uma homenagem aos antigos carnavais. Assim como a Império Serrano, em vez de trazer uma composição original, decidiu trazer uma reedição de um samba da agremiação, de 1990, ano em que a escola conquistou um sexto lugar, sua melhor colocação até hoje.

A tricampeã Unidos de Vila Isabel (1988, 2006 e 2013) é a segunda a entrar na Passarela do Samba, às 22h20. A azul e branco da Vila homenageia Petrópolis, a Cidade Imperial.

Às 23h25 entra na avenida a maior campeã do carnaval carioca, a Portela, que tem nada menos do que 22 títulos, sendo o último conquistado em 2017. A azul e branco de Madureira levará para o Sambódromo uma homenagem à cantora Clara Nunes e sua relação com o bairro de origem da escola de samba.

A União da Ilha do Governador, que assim como a São Clemente e a Acadêmicos do Grande Rio nunca levou um título do grupo especial para casa, será a quarta escola a desfilar, a partir de 0h30 de terça-feira. A tricolor (azul, vermelha e branco) da Ilha vai usar os escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar para homenagear o Ceará.

A atual vice-campeã, Paraíso do Tuiuti, que tem as cores azul e amarelo e que também nunca ganhou um título no Grupo Especial, entra na avenida à 1h35. A agremiação de São Cristóvão vai usar a figura cearense do bode Ioiô para protestar contra a política brasileira.

A sexta escola a pisar na avenida, às 2h40, será a multicampeã Estação Primeira de Mangueira, que tem 19 títulos – o último deles de 2016. O enredo da verde e rosa vai falar sobre os heróis populares que não aparecem nos livros de história brasileira.

A segunda noite de Carnaval no Sambódromo termina com o desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel, que entra na Sapucaí às 3h45, com um enredo sobre o tempo. A escola da zona oeste busca repetir o feito de 2017 e conquistar seu sétimo título.

Trinta e seis jurados avaliarão as escolas em nove quesitos: mestre-sala e porta-bandeira, bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias e comissão de frente. Cada quesito receberá uma nota de 9,0 a 10, com variação de casa decimal (como 9,1 ou 9,8, por exemplo).

As duas últimas colocadas serão rebaixadas para o Grupo de Acesso, enquanto a campeã do Grupo de Acesso desfilará no Grupo Especial em 2020. As seis primeiras colocadas voltam a desfilar no sábado (9).

Para entender o desfile

Cada escola de samba tem no mínimo 65 minutos e no máximo 75 minutos para desfilar; pelo menos 200 ritmistas na bateria; pelo menos 70 baianas; de 5 a 6 alegorias; de 10 a 15 pessoas na comissão de frente; máximo de 200 diretores e de 2,5 mil a 3,5 mil componentes

Segue a ordem do desfile da noite de hoje:

Às 21h15: São Clemente

Entre 22h20 e 22h30: Vila Isabel

Entre 23h25 e 23h45: Portela

Entre 0h30 e 1h: União da Ilha do Governador

Entre 1h35 e 2h15: Paraíso do Tuiuti

Entre 2h40 e 3h30: Mangueira

Entre 3h45 e 4h45: Mocidade Independente de Padre Miguel